domingo, 9 de agosto de 2015
domingo, 22 de março de 2015
LYSA E SEUS AMORES
Sentada na cama, recostada sob os travesseiros Lysa refletia sobre a sua vida amorosa. Esse parecia o termo mais apropriado para se referir a confusão em que se metera agora.
Mesmo sem ter declarado nenhuma vez esse pensamento, Lysa acreditava que meio seculo de vida lhes trariam algum juìzo nessa àrea. Como? Se em uma das comemorações desse aniversário ela aprontara "uma", digna daquele ditado: "apodrece e não amadurece". - Se não fosse assim, não seria eu. - pensava, tentando justificar e gostando mais de si desse jeito mesmo, apesar dos pesares.
Dessa vez estava envolta com uma nova paixão. Alguém que conhecera numa dessas festas em que não cabem as damas da sociedade e, até para a classe feminina que normalmente frequenta tais festas, raras são as mulheres da sua idade se consideram a vontade para aproveitar tanto quanto ela esse tipo de evento.
Pois bem... Retornando ao conflito do momento... Lysa comparava mentalmente os dois rapazes, esse que conhecera na tal festa e que no dia seguinte já se declarava apaixonada e o outro, paixão antiga que, como diz a música, vive "rondando...feito alma penada". Conseguia encontrar bastante semelhança entre os dois, embora, fisicamente em nada se parecessem entre si, exceto pela mesma tenra idade... dezenove anos mais novos que ela.
O primeiro, classificado assim porque já se relacionam há mais de doze anos, é loiro, boca carnuda, um corpo sem nenhum excesso de gordura, rosado e macio. Todos esses anos juntos contribuíram para que ele aperfeiçoasse as técnicas sexuais que a mantem fortemente ligada a ele, apesar de todas os motivos que o seu caráter apresentava para manter-se afastada. Considera também que o rapaz alimenta por ela, durante todos esses anos, uma paixão que chega a ser insana. Os detalhes sobre isso dariam muitos escritos, desnecessários por ora. Trata-se um rapaz criado sob todas as lições de malícias da cidade grande, mas isso também é só mais um detalhe a seu favor.
Vamos para o segundo rapaz: Esse, do interior, mas nem por isso livre de umas pitadas malicia, característica que sempre cativa Lysa. Moreno, relativamente alto, como o outro, o corpo semelhante, embora moreno, bem queimado pelo sol da praia onde vive como pescador. Nesse, o jeito familia cativa mais do que as performances sexuais.
Se juízo lhes fosse um atributo adquirido, Lysa estaria nesse momento refletindo sobre o modo de se livrar dos dois. Está mais do que claro que nenhum deles representam algo de futuro. Mas, como ela mesma admite, entre risos, quando alguém lhes aconselha sobre isso: - Não tenho mais idade de escolher homem pensando no futuro e sim no presente. Então o conflito de Lysa se refere a dúvida de ter que escolher um entre os dois ou a possibilidade de manter tudo como estar... se completando em suas diferenças: Um preto, o outro branco; um sexo, o outro afeto; um ousado, o outro tímido...
O conflito é na verdade simplesmente essa questão: Entre eles há um que não merece ser enganado e outro que se tornará perigoso se descobrir que está sendo enganado.
- É isso mesmo... nem toda bigamia é perfeita. - Conclui Lysa, calculando se não pode ficar assim... usufruindo da duvida de qual escolher, só mais um pouquinho.
- Afinal...- justifica - não é verdade que eles estão sendo enganados, pois, o meu amor por cada um é realmente verdadeiro.
Mesmo sem ter declarado nenhuma vez esse pensamento, Lysa acreditava que meio seculo de vida lhes trariam algum juìzo nessa àrea. Como? Se em uma das comemorações desse aniversário ela aprontara "uma", digna daquele ditado: "apodrece e não amadurece". - Se não fosse assim, não seria eu. - pensava, tentando justificar e gostando mais de si desse jeito mesmo, apesar dos pesares.
Dessa vez estava envolta com uma nova paixão. Alguém que conhecera numa dessas festas em que não cabem as damas da sociedade e, até para a classe feminina que normalmente frequenta tais festas, raras são as mulheres da sua idade se consideram a vontade para aproveitar tanto quanto ela esse tipo de evento.
Pois bem... Retornando ao conflito do momento... Lysa comparava mentalmente os dois rapazes, esse que conhecera na tal festa e que no dia seguinte já se declarava apaixonada e o outro, paixão antiga que, como diz a música, vive "rondando...feito alma penada". Conseguia encontrar bastante semelhança entre os dois, embora, fisicamente em nada se parecessem entre si, exceto pela mesma tenra idade... dezenove anos mais novos que ela.
O primeiro, classificado assim porque já se relacionam há mais de doze anos, é loiro, boca carnuda, um corpo sem nenhum excesso de gordura, rosado e macio. Todos esses anos juntos contribuíram para que ele aperfeiçoasse as técnicas sexuais que a mantem fortemente ligada a ele, apesar de todas os motivos que o seu caráter apresentava para manter-se afastada. Considera também que o rapaz alimenta por ela, durante todos esses anos, uma paixão que chega a ser insana. Os detalhes sobre isso dariam muitos escritos, desnecessários por ora. Trata-se um rapaz criado sob todas as lições de malícias da cidade grande, mas isso também é só mais um detalhe a seu favor.
Vamos para o segundo rapaz: Esse, do interior, mas nem por isso livre de umas pitadas malicia, característica que sempre cativa Lysa. Moreno, relativamente alto, como o outro, o corpo semelhante, embora moreno, bem queimado pelo sol da praia onde vive como pescador. Nesse, o jeito familia cativa mais do que as performances sexuais.
Se juízo lhes fosse um atributo adquirido, Lysa estaria nesse momento refletindo sobre o modo de se livrar dos dois. Está mais do que claro que nenhum deles representam algo de futuro. Mas, como ela mesma admite, entre risos, quando alguém lhes aconselha sobre isso: - Não tenho mais idade de escolher homem pensando no futuro e sim no presente. Então o conflito de Lysa se refere a dúvida de ter que escolher um entre os dois ou a possibilidade de manter tudo como estar... se completando em suas diferenças: Um preto, o outro branco; um sexo, o outro afeto; um ousado, o outro tímido...
O conflito é na verdade simplesmente essa questão: Entre eles há um que não merece ser enganado e outro que se tornará perigoso se descobrir que está sendo enganado.
- É isso mesmo... nem toda bigamia é perfeita. - Conclui Lysa, calculando se não pode ficar assim... usufruindo da duvida de qual escolher, só mais um pouquinho.
- Afinal...- justifica - não é verdade que eles estão sendo enganados, pois, o meu amor por cada um é realmente verdadeiro.
terça-feira, 27 de janeiro de 2015
TUA POESIA MINHA
A minha poesia
Não revela o que penso
Mas, o que sinto
Nua, crua e sozinha
Quem a lê
Não descobre quem sou
Mas, enxerga seu próprio sentimento
E nesse momento
A poesia é sua
E não minha
(Ivana Lucena)
segunda-feira, 26 de janeiro de 2015
domingo, 25 de janeiro de 2015
A NOSSA POESIA
Não gosto da sua poesia
Essa pura, ingênua
Declarada
Certa
Prefiro a outra
Velada
Impura
Safada
Encoberta
Gosto da língua solta
Na sua boca
Soltando palavras sem rimas
Sem métricas
Cheias de má intenção
Maldosa
Maliciosa
Explodindo-me de excitação
Gosto de brincar contigo
De provocar sensações
De te deixar assim
Suado
Tarado
De te viciar em mim
Não te gosto poeta
Prefiro o homem
Assim
Que surge nas noites
E que nas sombras
Revela-se enfim
Que me conduz pelo ar
Sem chão
Sem teto
Deita-me na imaginação
Gemendo de tanto gozar
E seguimos noite a dentro
Unidos em pensamento
Ungidos em devaneios
Toco-me as entranhas
Imaginando-te lamber-me os seios
E adormeço molhada
Eu fogo
Tu brasa
Fatigados
Saciados
Tu lobo faminto
De membro intumescido
Eu ovelha gulosa
Vadia
Inescrupulosa
Assim é a nossa poesia
(Fonte da imagem: http://www.paraiba.com.br/static/images/noticias/normal/1345483506185-seios.jpg )
(Fonte da imagem: http://www.paraiba.com.br/static/images/noticias/normal/1345483506185-seios.jpg )
sábado, 10 de janeiro de 2015
QUEM DERA O MAR
Ah mar
Que graciosamente me lambe os pés
Nesse leva e traz de esperanças
Amar
Que cruelmente me joga aos seus pés
Nesse leva e traz de promessas
Quem dera caminhar
Desafiando as ondas
Sem me deixar molhar
Quem dera um coração mais leve
Que batesse menos intenso
Que fosse e voltasse
Sem se machucar
Como as ondas do mar
(Ivana Lucena em 10/01/2015)
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